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Carta da Presidente - Março / Abril 2011 |
A Mãe
Tenho em casa uma imagem de Maria com o Menino nos braços.
Mas não o tem apertado a si, apoiado no seio ou nos ombros, como em quase todas as imagens que nos oferece a iconografia mariana. O menino está de costas, a respeito dela: com as mãozinhas dirigidas para adiante e as magras pernas prontas para “irem”. Com um braço a mãe cinge a cintura do Menino para dar-lhe segurança e controle.
Digo aos meus netos que me perguntam aonde quer ir o pequeno Jesus: “A jogar convosco”.
Sim, Jesus quer ir… para ti, para mim, para cada um de nós.
Quer descer do colo da Mãe para atravessar as estradas deste mundo. As nossas estradas, às vezes tortuosas, às vezes íngremes e insalubres, abarrotadas de tanta miséria ou desertas, onde uma humanidade desorientada vaga sem uma meta. Quer mostrar uma estrada revitalizada por ações de justiça, de solidariedade, de paz, de serenidade, de pureza. Para uma vida que valha a pena viver.
Mestra de todas as mães, Maria ensina-nos a atitude mais correta a respeito dos filhos.
O filho não é para si e não se pode manter apertado ao seio por toda a vida: o seu lugar é o mundo. Só se ainda não é capaz caminhar sozinho (as pernas demasiado frágeis, os espinhos do caminho, o barro da estrada) convém manter-lhe um braço em redor da “cintura” para evitar que caia, que se fira, que se suje.
Mas, alcançada uma correta autonomia, é bom que alce o vôo como os passarinhos do ninho. Levará sempre consigo o sorriso tranquilizador da mãe se ela terá sido capaz de contagiá-lo. Levará consigo uma bagagem de valores nos quais se inspirar nas escolhas. Levará consigo uma atitude positiva a respeito da vida, das pessoas, dos eventos.
Desejo a vós todos e a mim mesma “viver” Maria na cotidianidade para estar prontos, nos momentos “fortes” da existência a dizer o nosso SIM com uma adesão profunda ao Plano de Deus.
Com afeto… materno.
Vossa Carolina
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