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Carta da Vice-Presidente - Março 2010 |
Carolina pediu-me para escrever-vos a costumeira carta, estando ela impossibilitada a fazê-lo.
Com efeito, aos 09 de janeiro, fez uma pequena operação... entendamo-nos, não de importância vital! E é por isto que esperou, adiando-a várias vezes, também pelos notáveis compromissos da Associação que, seguindo as linhas orientadoras assumidas durante as celebrações pelo Centenário, sobretudo nas moções finais da IV Assembléia eletiva, apresentavam-se. Precisamente, dizia, uma pequena operação. Naturalmente se alguém da sua família se fosse chamado “Gepeto” – sim, precisamente aquele de Pinóquio – teria podido refazer magicamente os seus pezinhos novos... novos, mas não existindo nenhum hábil e inspirado carpinteiro nos arredores ela teve que confiar na antiga arte da cirurgia para poder voltar a caminhar. Entendamo-nos: esta experiência não se pode realmente definir uma “brincadeira”, porque a operação enfrentada foi muito dolorosa.
E é precisamente sobre este aspecto que gostaria de refletir junto convosco: o sofrimento.
A dor revela a nossa alma e há o perigo que nos exaspere e evidencie as nossas fragilidades, mas se aceita na ótica da Cruz pode restituir sentido à vida. Quando confiamo-nos a Jesus, que é o nosso mestre e testemunha, tudo pode-se enfrentar, mesmo as experiências mais negativas, não com resignação, mas com coragem e confiança, deixando-nos sustentar pelo seu amor que regenera e fortifica. Carolina experimentou na própria pele o sentido do limite, mas, no abandono a Cristo, fez experiência da Esperança e da Alegria mais profunda. Agradeço-a publicamente pelo seu testemunho e gostaria de aproveitar esta ocasião para lembrar, a vós e a mim mesma que, além das inevitáveis dificuldades no percurso cotidiano, não devemos nunca perder a serenidade para poder contagiar os outros com a nossa alegria. E neste momento uno-me a todas/os aquelas/es entre nós que se encontram em particulares condições de sofrimento. Ainda que longes no espaço, podemos sentir-nos vizinhas/os na comunhão de valores.
A Quaresma que nos preparamos a viver, é um tempo forte de reflexão em vista da Páscoa sem a qual “vã seria a nossa fé”.
Com afeto.
Paola S. |
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