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Carta da Presidente - Novembro 2009 |
Carissimas/os,
Penso que não me levais a mal se eu dedicar esta carta às Associadas e às FMA da Federação da Inspectoria do Chile onde, estive o mês passado, juntamente com a Ir. Maritza.
Partir (e para um País tão longínquo) faz nascer sempre em nós sentimentos muito contrastantes que invadem o nosso íntimo: a mim, pelo menos isto acontece-me, sempre que tenho que deixar a família por mais de três dias.
Faço – me sempre esta pergunta: é mesmo necessário partir? Porque é que não fico aqui e dedico-me aos meus ente queridos? Por isso, não parto tão feliz. Para mim é uma graça: não há espaço nenhum para a satisfação pessoal.
E então vou em “missão”. É uma missão que mais uma vez, como sempre, me dá uma grande alegria.
Olhar pela janela do avião e ver que nos aproximamos do destino, Santiago do Chile, provocou em mim uma sensação tão forte e profunda que quase me tirava a respiração.
O avião rasga as amplas montanhas dos Andes, escuras e grandiosas, encimadas por uma espécie de capuchos de gelo.
Eis-me finalmente no Chile. O objectivo da visita foi: participar na escola de leaders jovens do Cono Sud, participar na Assembleia Nacional da Federação Chilena e fazer uma visita ás Uniões desta Federação. Com a Ir. Maritza e comigo estava também a Conselheira Confederal desta região: Marianela Alcayaga a quem aqui , agradeço de todo o coração.
Um encontro de jovens e com jovens é sempre maravilhoso, positivo e tonificante.
Eram Ex-Alunas/os jovens das Filhas de Maria Auxiliadora e de D. Dosco. Em sintonia com a estreia do Reitor Maior e dando continuidade a uma experiência que iniciou à quatro anos, um maravilhoso grupo de jovens do Cono Sud reuniu-se numa Casa de Espiritualidade em Mallocco (Santiago) para uns dias de partilha , de reflexão e de uma fraternidade salesiana. Esta experiência de trabalho em “conjunto” dará, num futuro próximo frutos, aquando de um encontro de âmbito mais alargada proposto pela nossa Confederação de Ex- Alunas/os e aceite pela Confederação dos Ex- Alunos de D. Bosco.
E enquanto esperavamos pela dia da Assembleia da Federação, eu, com a Ir. Maritza , Delegada Confederal, com Julia Munoz e a Ir. Maria Bobadilla respectivamente Presidente e Delegada da Federação Chilena (que guardo com particular afecto no coração), fomos visitar as Uniões de Punta Arenas e Porto Natales aproveitando a ocasião para estar e falar com as alunas finalistas do ensino escolar nos Colégios das nossas Irmãs. Foi uma experiência riquíssima: estar na extremidade inferior do Planeta a uma distância mínima da Antártida, com temperaturas polares e um cume natural de vertigens... e sentir que estava em casa.
Era Mornese transplantado para a ponta extrema do continente americano pela Ir. Angela Vallese e pelas primeiras jovens FMA enviadas para aqui por D. Bosco e Madre Mazzarello. Atravessar “o mar imenso”(como escreve a Madre às suas filhas distantes) nos anos em que as muitas horas que nós andamos hoje de avião são uma insignificância, e isso não as desanimou; encontrar-se depois de uma viagem custosa e extenuante, em lugares totalmente diferentes da cidade onde se nasceu, com pessoas para quem o velho Darwin teria definido como pouco “humanas”, com um frio jamais impensável no seu distante Piemonte, sem a possibilidade de se aquecer ou de se alimentar minimamente… isso não era o suficiente para se santificarem. E por isso usavam ainda ao cilício!
Estas sementes tão fecundas tinham mesmo que dar frutos... a Ir. Maritza e eu encontramos: Comunidades de FMA acolhedoras e serenas, Ex- Alunas profundamente unidas ao Instituto e empenhadas em actividades de promoção social, levadas por diante com naturalidade e sem ostentação, uma espiritualidade salesiana convicta e convincente. Congratulamo-nos com a Provincial, a Ir. Graciela Pinto e com todas as Directoras daquela Comunidade Inspectorial (que nos acolheram tão fraternamente) desejando-lhes muitos e fecundos anos de missão.
Enriquecidas por estes “input” , regressamos a Santiago para a Assembleia da Federação. Presidentes e Delegadas das Uniões chilenas tiveram o seu já acostumado encontro anual para parar, reflectir, também com a nossa ajuda, sobre o verdadeiro significado dos Estatutos, sobre a vida Associativa do ano passado e as perspectivas de futuro. Tudo isto bem “temperado” com momentos de oração, de partilha fraterna e iluminadas pela proposta formativa do Padre Cesar Ruiz.
Mas, chegou para mim, o momento de voltar para a minha casa. A despedida foi muito forte de emoção... como de quem deixa... a sua casa. Sim, pois para nós, todo o recanto da terra onde estão e estiveram as FMA e onde, com muita naturalidade a Associação, se propagou, vive e prolífera, aí é exactamente a nossa casa.
Até ao próximo encontro.
A vossa Carolina. |
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