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Carta da Presidente - Novembro / Dezembro 2011 |
Carissimos,
A experiência dos exercícios espirituais, realizados, como já é costume, em Castelnuovo Nigra no final do verão, proporcionaram momentos de refelexão muito enriquecedores, quer para o crescimento humamao quer para o crescimento espiritual, de todos os participantes.
Num “trabalho individual” de reflexão, sugeri que. baseados no que os Evangelho dizem, se procurasse uma atitude de Maria, constatamos aí os percursos do Espírito de Morneses que há já algum tempo nós com muito empenho fazemos nossos.
E desta forma, munidos do livro “De Mornese, um sopro de... luz”, metemos mãos à obra.
Um estilo de relação.
Operosidade e amor ao trabalho.
Alegria e simplicidade.
Sobriedade.
Fazer-se santo.
Centralidade da pessoa.
Para mim, o resultado foi, não só surpreendente (pois quem é que duvida de que a nossa espiritualidade é mariana?) mas muito interessante tanto que pedi aos participantes que entregassem o resultado do trabalho de reflexão para fazer dele tesouro. E estou a fazer desse trabalho mesmo um tesouro.
Serviu-me de meditação e também como argumento para esta carta. Não vou comunicar-vos os resultados desta procura individual. Quero só sugerir-vos que repitais esta experiencia nos vossos encontros de União. Sei que estas minhas mensagens, em alguns lugares, são o “ponto de partida” para as reflexões. E porque não fazermos deste assunto todo o conteudo do nosso encontro?
Partindo sempre da Palavra de Deus, não sairemos mais do caminho certo. Os nossos santos tiveram o mérito de interpretar de maneira criativa a Palavra, não se sobrepuseram à Palavra
Nós é que muitas vezes colocamos os santos num pedestal mais elevado que o Evangelho, afeiçoamo-nos e sentimo-los mais perto de nós. Mas, poderá haver alguma coisa mais perto de nós do que a Palavra de Deus?
Procuremos fazê-la carne da nossa carne, Vida da nossa vida, fonte inesgotável de são discernimento e de riqueza humana. Só assim teremos algumas probabiliadades de nos mantermos coerentes com o que afirmamos e no que pensamos acreditar.
Aproximamo-nos do advento, tempo liturgico que nos prepara para o nascimento de Menino que, de uma gruta, mudou o curso da História de toda a humanidade. Para nós que diante dos desafios do nosso tempo nos sentimos atordoados com a sensação de impotencia (que nos pode lavar até á indiferença) e a vontade impetuosa de intervir de maneira agressiva, o advento é uma chamada á sobriedade, á essencialidade, ao sentido de responsabilidade nos confrontos dos mais débeis e indefesos.
Com afeto.
A vossa Carolina |
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